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27 de agosto de 2015
Desintoxique o ambiente de trabalho!
Tommaso Russo
Não existe nada pior para a
motivação que empresas que toleram atitudes tóxicas, que envenenam o ambiente
de trabalho e criam problemas de relacionamento. Se houver tolerância a pessoas
que falam mal da companhia, clientes ou colegas, a negatividade pode virar
padrão no clima empresarial. Com o tempo, pessoas tóxicas acabam contaminando
pessoas e equipes e prejudicando a empresa.
Os tipos mais comuns de gente tóxica no ambiente de
trabalho
Para um ambiente de trabalho
melhor está na hora de varrer de sua empresa pessoas tóxicas. Existem vários
tipos, dos quais os principais são:
Os reclamões crônicos: todas as áreas possuem pelos menos uma pessoa
desse tipo. Gastam a maior parte de seu tempo reclamando de tudo e de todos,
desde o horário de trabalho até detalhes das políticas que não concordam.
Muitos desabafam junto a um pobre colega desprevenido, com a intenção de
fazê-lo sentir tão miserável quanto eles. Em geral, os reclamões já foram bons
funcionários, mas no passado talvez tenham sido maltratados por um colega ou um chefe ou não tiveram o aumento
(ou aumentos) que julgavam merecer e desde então adoram criticar sobre
praticamente tudo todo o tempo.
Os traidores: essas pessoas sentem prazer em meter o pau nos outros colaboradores,
principalmente quando estes não estão presentes. Em geral, sentem-se inferiores
aos outros e sentem-se ameaçados ao perceber qualquer um receber mais atenção
que eles. Nada os impede de espalhar fofocas e difamar outras pessoas.
Os ladrões de ideias: quando um grande projeto
está prestes a ser completado, essas são as pessoas que se pode contar para
assumir o crédito pelo trabalho e pelas ideias dos outros. Fazem questão de
mostrar a todos o excelente trabalho que fizeram, mas cedo ou tarde descobre-se
que eles não têm a menor ideia como chegaram os grandes resultados que
alardearam - porque na verdade não foram
eles que os fizeram. Esses larápios agem como se estivessem muito interessados
em suas ideias e planos, mas assim que tiverem uma chance, vão roubar seu
trabalho descaradamente e fazê-lo sentir-se um perfeito idiota.
As vedetes: “Olhem para mim! ” Este deveria
ser o lema das pessoas que adoram chamar a atenção. Agem de maneira
infantilizada e melosa na presença de gente que gosta de ser tratada assim e
depois gastam o resto do tempo junto com os traidores. As vedetes aproveitam
qualquer oportunidade para aparecer nas reuniões ou outros eventos e o “eu” e
“meu” proliferam feito moscas na sua fala, o que facilita sua identificação.
Os heróis: em emergências, os
heróis parecem ser as pessoas certas para tomar decisões rápidas e apagar os
incêndios. Na verdade, tratam-se apenas de pessoas entediadas que florescem no
caos e adoram criar problemas para que eles mesmos resolvam, enquanto
demonstram suas habilidades de super-heróis. São os trazem o melodrama para o
ambiente de trabalho.
Os dedos-duros: Você acha que pode
esconder algum segredo de seu chefe? Vá pensando. Esses metidos grudariam no
chefe 24 horas por dia se pudessem, agindo como se fossem as sentinelas da
empresa. Seu passatempo preferido é ficar farejando outros colaboradores que
não fazem as coisas como eles gostariam que fossem feitas. São vistos como
fanfarrões e sabe-tudo pelos colegas. Procuram destruir qualquer um que tenha
boas ideias e desprezam ou denigrem qualquer um que consideram como
transgressores.
Os
miseráveis: são aqueles que desfilam um
longo rosário de seus problemas pessoais e familiares, choramingam pelos cantos
e tentam fazer com que todos tenham pena deles, angariando simpatia, favores e
atenção. Enquanto sugam a vida de seus colegas, causam perda de produtividade,
já que exigem atenção exclusiva e incondicional. Quanto mais essa situação se
arrasta, mais ressentidos os colegas tornam-se, já que procuram ser educados
enquanto ficam exaustos de ouvir os dramas infindáveis do miserável.
Os moitas: essas pessoas não falam mal nem prejudicam
ninguém, aliás não fazem quase nada, incluindo trabalhar. Fazem o mínimo possível
e no final do mês recebem seu pagamento, como todos os outros. Não cometem
muitos erros, mas levam o dia inteiro para fazer uma tarefa que qualquer um
faria em 2 horas. Todos ao redor notam e se perguntam “por que devo me esforçar
se ele ainda continua sendo pago para enrolar o trabalho? ”. Os moitas não
reclamam, mas também não participam nem se envolvem com nada e sugam toda a energia
das pessoas ao seu redor.
Como lidar com as pessoas tóxicas
Agora que você conheceu alguns
tipos de gente tóxica, é hora de fazer uma boa faxina no ambiente. Eis algumas
dicas de como fazer isso:
1. Esclarecer os colaboradores sobre comportamentos
tóxicos. Oferecer treinamentos relativos
a ambientes de trabalho tóxicos, aos comportamentos aceitáveis das pessoas,
fornecendo ferramentas para que as pessoas lidem com esses tipos de pessoas.
Incluir nas políticas da empresa aspectos relativos ao respeito devido aos
colegas de trabalho.
2. Não dar espaço às pessoas tóxicas. Se é uma coisa da qual pessoas tóxicas gostam é
da atenção que provocam pelos seus comportamentos. Então, não de deve dar
espeço para que eles espalhem atitudes negativas. Quando começam a falar mal de
seus colegas, devem ser advertidos que a empresa não tolera esse tipo de
comentário.
3. Praticar a meritocracia. Pessoas tóxicas quase sempre se sentem
intimidados por colaboradores de bom desempenho e farão o possível para sabotar
o trabalho deles e denegrir sua imagem. Crie uma cultura de reconhecimento e
recompensas com base no desempenho, em melhorias e em comportamentos de
respeito aos outros.
4.
Levar as queixas a sério e livrar a empresa de
gente tóxica. Pessoas tóxicas estão em toda a
parte e existe uma grande chance de existirem hoje na sua empresa. Observar com
atenção o efeito que esse tipo de pessoa causa nos demais colaboradores. Tentar
mantê-los longe dos seus talentos e prestar atenção às queixas sobre maus
comportamentos. Adverti-los das consequências de continuarem agindo dessa forma
e não ter medo de demiti-los. Além de livrar a empresa de uma fonte de dor de
cabeça, serve como aviso aos demais para que mudem suas atitudes.
A redução de comportamentos e
pessoas tóxicas da empresa são importantes para a construção de um ambiente de
trabalho melhor e mais produtivo.
Adaptado de Want
a Better Workplace? Detoxify!, publicado em http://www.payscale.com/compensation-today/2015/04/want-a-better-workplace-detoxify!?utm_source=Marketo&utm_medium=Newsletter&utm_campaign=April%2029&mkt_tok=3RkMMJWWfF9wsRonu6zKe%2B%2FhmjTEU5z17%2B8uXqW%2Fgp541El3fuXBP2XqjvpVQcRrNLjYDBceEJhqyQJxPr3BLdcN1Nl2RhHqCA%3D%3D
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31 de dezembro de 2014
A evolução do trabalho
Tommaso Russo
Nas
organizações, os empregados são obrigados a adaptarem-se a seus chefes e os
chefes são obrigados a adaptarem-se às organizações. No futuro, serão os chefes
e as organizações que deverão adaptarem-se aos empregados.Isso significa que,
para sobreviver, as empresas deverão repensar toda a relação de trabalho.
No
Brasil, algumas dessas ideias podem ser consideradas utópicas, dada a excessiva
interferência do Estado na relação entre empregados e empregadores. Entretanto,
caso a iniciativa privada sobreviva e consiga inserir-se no mundo competitivo,
provavelmente será dessa maneira que as pessoas produtivas estarão dispostas a
trabalhar.
Pontos a conferir…
Trabalho realmente flexível
Trabalhar a qualquer hora, em qualquer
lugar e ser avaliado pelo que produz e não pelo tempo que se passa trabalhando.
Não haverá necessidade de trabalhar em um horário fixo ou limitadamente
flexível ou somente na empresa.
Utilizar qualquer
dispositivo
Estamos começando a ver o uso dos
equipamentos pessoais no trabalho, mas sujeitos à aprovação pela empresa. Em
vez disso, pessoas poderão utilizar os equipamentos que precisarem para
desenvolver seu trabalho.
O fim do plano de carreira e
o trabalho customizado
Quando iniciamos a carreira
em uma nova empresa, ocupamos os cargos mais baixos na cadeia hierárquica. É
necessário ir escalando a pirâmide, na expectativa de algum dia ocupar uma
posição que nos satisfaça. Em um novo de conceito de trabalho mais livre, com
base em redes colaborativas e novos métodos de gestão, a moldagem da carreira é
feita pela própria pessoa, segundo seus interesses. Será possível decidir os
projetos e com quem se quer trabalhar. Serão possíveis mudanças laterais na
carreira, e a decisão de quanto tempo a pessoas quer passar viajando, por
exemplo.
Compartilhar é se importar
Empregados garimpam informações e
costumam guardar segredo de suas fontes. Não há incentivos, metodologia ou
motivos pelos quais as pessoas compartilhem com os colegas aquilo que sabem, já
que conhecimento é poder. Colaboradores também não são incentivados a pensar de
forma criativa; basta comparecer ao trabalho e fazer o trabalho esperado deles.
No futuro, será o oposto. As plataformas colaborativas facilitarão o compartilhamento
de informações e as organizações oferecerão incentivos – desde incubadoras
internas e o desenvolvimento de competências ligadas a empreendedorismo – para
a criação de programas de inovação. A organização estará aberta para que
qualquer colaborador proponha uma ideia que pode transformar-se em um novo
serviço ou produto. O correio eletrônico passará a ser uma forma secundária de
troca de informações.
Qualquer
um pode tornar-se líder
Os colaboradores não serão considerados
mais como engrenagens que não possuem voz na empresa. As tecnologias
colaborativas podem transformar um colaborador em um líder reconhecido através
do compartilhamento de ideias, conceitos, etc. É transferir para dentro das
organizações as possibilidades que criam líderes nas redes sociais – Twitter,
Instagram ou Facebook – com centenas ou milhares de “seguidores”.
.Conhecimento
versus aprendizagem adaptativa
Atualmente, o conhecimento
transformou-se em commodity. Basta acessar através de seu smartphone todas as
respostas para as perguntas que aparecem no trabalho. Isto significa que para o
futuro colaborador que o conhecimento não será o mais importante, mas a
capacidade de aprender coisas novas e aplicá-las para novos cenários e
situações que apareçam. Ou seja, capacidade de aprender sempre e permanecer
adaptado às mudanças.
Todos são professores e
alunos
Na maioria das organizações atuais, se
alguém deseja aprender algo é necessário inscrever-se para frequentar um curso
que acontecerá dali a semanas ou meses. Hoje é possível qualquer pessoa gravar
em seu smartphone um “Como fazer” para qualquer coisa desde a configuração de
um modem até programação em Excel. Simplesmente por estar conectado a outros
colaboradores oferece a oportunidade para ensinar e aprender democraticamente
de modos que nunca antes foram possíveis. A criação de sites especializados em
educação permite que aprendamos o que quisermos e ensinarmos aquilo no qual
somos especializados.
29 de novembro de 2014
Como entender a cultura de sua organização
Tommaso Russo
A
descrição da verdadeira cultura de uma organização não está formalizada em
políticas, publicações ou sites. Mas a avaliação da cultura de onde você
trabalha pode te alegrar ou desanimar, porém é aquilo que é. Cada empresa
possui sua própria e única cultura. Porém, se você quiser se dar bem em seu
trabalho, deve conhecer e entender a cultura onde você está imerso.
É difícil para um colaborador avaliar e entender a cultura de sua própria
organização. No dia a dia, onde cada um fica mergulhado em sua rotina e seus
problemas, muitas das manifestações da cultura tornam-se quase invisíveis. É a
mesma coisa que amarrar sapatos: quando somos crianças leva muito tempo para
adquirirmos essa habilidade. Mas depois, quando amarramos os sapatos milhares
de vezes durante nossa vida, fica muito
difícil explicar o processo para outra pessoa.
Como observar as manifestações da cultura
É
possível obter uma fotografia da cultura empresarial de muitos modos. Para
avaliar e entender a cultura é necessário:
Tentar observar de forma imparcial a
cultura em ação. Olhe para os colaboradores e como eles interagem
com a organização como se você fosse um visitante vindo de Saturno. Finja ser
um antropólogo analisando um grupo de pessoas que você nunca viu antes.
Ficar atento às emoções. As
emoções são os indicadores dos valores da organização. Pessoas não são afetadas
emocionalmente por situações que não são importantes para elas. Examine, pelos
mesmos motivos, os conflitos internos.
Reparar nos objetos sobre as mesas de
trabalhos ou nas paredes. Observe as áreas comuns das
instalações e como os móveis estão posicionados.
Enquanto
você observa e interage com as pessoas, procure
por coisas que não aparecem. Se ninguém fala sobre aspectos que você sente
que seriam importantes para o negócio (por exemplo, os clientes), isso se torna
uma informação valiosa e irá ajudá-lo a entender a cultura da sua organização.
Como avaliar a cultura organizacional
A
avaliação da cultura pode ser feita de alguns modos:
Fazer
um “passeio cultural”, observando:
Como
os espaços estão divididos? Onde ficam os escritórios e salas fechadas? As
portas das salas ficam abertas ou fechadas?
Quanto
espaço é reservado para quem? Onde as pessoas trabalham?
O
que está afixado nos quadros de aviso ou pendurado nas paredes?
O
que está exposto nas mesas e nas outras áreas? Nos locais onde ficam as equipes?
Nos vestiários e banheiros?
Como
são utilizadas as áreas comuns?
O
que as pessoas escrevem umas para as outras? Qual o conteúdo, linguagem e forma
dos e-mails e nas circulares? Qual é o
tom das mensagens (formal ou informal, amistoso ou agressivo, etc.)? Qual a
frequência das comunicações entre as pessoas? A maior parte da comunicação é
escrita ou verbal?
Que
tipos de interações existem entre os colaboradores? Qual o nível de emoções
expresso nessas interações?
Essas são apenas algumas perguntas a serem
respondidas durante a observação e avaliação da cultura. Faça esses passeios
com frequência para tentar captar a cultura em diversas situações.
Entrevistas
Culturais: Outra forma de
entender os aspectos culturais da organização é conversar com os colaboradores.
É interessante observar nessas conversas os comportamentos e os modelos de
relacionamento interpessoal das pessoas enquanto elas falam da percepção delas
sobre a cultura.
Na medida em que é normalmente difícil para as
pessoas colocar em palavras o que elas entendem sobre a cultura, são nas
perguntas indiretas que se obtém a maior parte da informação. Exemplos:
Como
você descreveria a organização para um amigo que acabou de ser admitido?
O
que você mais gostaria de mudar nessa organização?
Quem
é “o cara” por aqui? Por quê?
Do
que você gosta mais nesta organização?
Que
tipo de gente não dá certo por aqui?
O
que você perguntaria para um candidato que concorre por uma vaga na
organização?
Através
dos exemplos acima é possível efetuar uma boa avaliação da cultura
organizacional. Esse entendimento poderá fornecer algumas ideias dos
comportamentos que você pode e não pode demonstrar no trabalho, favorecendo as
chances de sobrevivência no emprego. Lembre-se que as pessoas são admitidas
pelas suas qualificações técnicas e são demitidas pelos comportamentos
inaceitáveis pela ótica da cultura da organização.
Entretanto,
se essa avaliação mostrar que seus valores pessoais são divergentes da cultura
predominante, talvez seja melhor você considerar buscar outras empresas com
culturas mais alinhadas com suas expectativas. Porque uma coisa é certa: será
difícil mudar a organização.
Adaptado do artigo How To Understand Your Current Culture,
publicado em http://humanresources.about.com/od/organizationalculture/a/culture_create.htm
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